Conserte sua mente, ao invés de jogá-la fora…

Somente um refúgio das palavras…

Tinto

Fizeste tudo em mim
Bebeu meu coração
Como se um tinto fosse
Embriagou-se de Amor
O céu gritou de alegria
E os anjos,
Que beberam minha alma
Também se embriagaram
E confissões fizeram
Desabaram a chorar
E em seguida sorriam como crianças…
A Terra,
Que bebeu minha vida
Embriagou-se tanto
Que não pôde ficar de pé
e flutuou no espaço…
E eu, que nada bebi
Que não embriaguei-me
Me Sinto vazio e perdido
Sozinho, singular
E mais uma vez
Traga-me a embriaguez dos teus olhos
Para que ela me envolva
E Me transforme em tudo
Tudo o que eu quiser…

(Erick Freire)

___________________________________________

Uma das coisas que fico mais feliz de ter conseguido escrever…

Espero que gostem!

Um grande abraço a todos!

April 30, 2008 Posted by Erick Freire | Diversos, Poesias, Uncategorized | | No Comments Yet

Sobre o que Você Deixou…

Fazei-me sofrer
Tanto quanto eu lhe fiz Amar-me
Que um dia a traga,
E uma noite a leve daqui
Tudo o que quis
Foi tudo o que ignorei
Se observa daqui
A tantas milhas do corpo
Que um dia foi seu
Do coração que,
Um dia também foi seu,
A sua presença se esvaziar

…e as mãos
Que um dia te tocaram
Apodrecem,
Inertes!
Tocadas pela essência da Solidão…

O rosto se dilacera
Não pelo vento cortante da queda
Mas pelo ardor da lágrima que o molha
Que Gela a alma,
Queima o céu
e despedaça o chão…

(Erick Freire)

__________________

Valeu pelo título May!

=)

April 15, 2008 Posted by Erick Freire | Diversos, Poesias | | No Comments Yet

Sonho…

Um sonho
Tudo o que sempre quis?
Esguio,
Impreciso,
mentiroso,
Prazeroso,
Canalha,
Hipnótico,
Neurótico,
Prático,
Hipócrita,
Moralista,
Político,
Manipulador,
Bonito,
Feio,
Secreto,
Sábio,
Rápido,
Eterno
Um sonho é tudo o que sempre quis!
(Erick Freire)

April 12, 2008 Posted by Erick Freire | Diversos, Poesias | | No Comments Yet

Origens…

 

Na carga vida mansa

O “Ontem” se transforma

O “hoje” se estabelece, e a paz, se queixa sem razão.

No meu tarô não vejo o seu fim

Nos meus ouvidos,

Há um filtro dos verbos,

Tuas palavras, sim, estão guardadas!

Mas,

Meus olhos são espelhos do teu feitiço

Minha boca palco do teu espetáculo…

  

No céu o nosso presente brilha

E eu, te vejo lá

No lugar de onde o brilho vem.

E, te vejo também aqui

No lugar onde o brilho nasce

Onde o brilho morre

Onde o brilho se acaba

Onde o brilho se refaz,

E se transforma em palavras,

Se junta as letras formando as frases

Se deita e descansa no infinito mundo dos pensamentos…

  

(Erick Freire)

____________

…não vou esquecer nunca…

February 15, 2008 Posted by Erick Freire | Diversos, Poesias, Uncategorized | | No Comments Yet

“Alma Masculina”

A vida é simplesmente complicada.
E a vida é complicada porque tudo é tão simples que chega a ser inacreditável. Nós refletimos tanto enquanto elas falam e falam, até que conseguimos convencer a nós mesmos: “Putz! O que foi que eu fiz?”.
Nós conseguimos enchergar mistério em cada olhar, conseguimos ler mentes e ignorar tal leitura, criticamos o amor e adoramos ouvir “Eu Te Amo!”.
Sim, somos podres!
Acabamos de fazer sexo e viramos para o lado e dormimos, mesmo sabendo que elas estão a refletir sobre o acontecido. Fingimos que não ligamos, parece bem mais masculino assim.
“Foi bom pra você?”, perguntamos. E elas respondem: “Sim e pra você?”.
Mesmo sabendo que elas pensam: “Claro que não! Mas pra você deve ter sido ótimo, ter alguma coisa pra contar para os amigos…”.
Nós sabemos que tudo que elas mais querem é vestir-se de branco sem simbolizar o ano novo, de mãos dadas em uma igreja com o homem que conhece sua nudez.
E dizemos: “Porque? Pra que?”
Sim nós somos podres…
O que fazer quando um de nós trai a classe dizendo: “Oh! Como eu te amo! Vamos nos casar”?
Sair saindo de fininho, pois sabemos que existem milhares de homens assim.
E sabemos também que a maioria está sempre em desvantagem nesse caso…

(Erick Freire)

___________

Por que nem toda água mata a sede, nem todo animal é selvagem e nem todos os homens são iguais… Mas todas as regras do mundo tem uma exceção.

January 29, 2008 Posted by Erick Freire | Críticas Silenciosas, Diversos, Uncategorized | | No Comments Yet

A Crise Política dos verbos no país da Amnésia

Nós sempre vivemos,

Sempre sonhamos,

Sempre construímos,

Sempre destruímos,

Sempre brincamos,

Sempre saímos,

Sempre nos omitimos,

Sempre ajudamos,

Sempre caímos,

Sempre rezamos,

Sempre oramos,

Sempre damos,

Sempre invocamos,

Sempre nos levantamos,

Sempre aprendemos,

Sempre carregamos,

Sempre matamos,

Sempre morremos,

Sempre vamos,

Sempre usamos,

Sempre voltamos,

Sempre choramos,

Sempre sofremos,

Sempre somos…

Por fim, é tudo nosso…

E as vezes esquecemos,

Que temos dinheiro,

Que temos fama,

Que temos luxo,

Que temos inveja,

Que temos rancor,

Que temos pavor,

Que temos medo,

Que temos fé,

Que temos amor,

Que temos desejo,

Que temos paixão,

Que temos carne,

Que temos armas,

Que temos martelos,

Que temos carros,

Que temos casa!

Nos esquecemos que temos amigos…

Nos esquecemos que temos família…

Estamos enfim em crise ou ainda tem mais?

(Erick Freire)

January 27, 2008 Posted by Erick Freire | Críticas Silenciosas, Diversos, Uncategorized | | 2 Comments

Sintonia

 

Transitório sentimento

Entregue ao ânimo, secreto, pavoroso.

Justo, discreto.

Raro e lento.

De ser, e apenas ser,

De fazer, e apenas fazer,

Diferente…

 

 

Algo em troca?

Sim. Porquê não?

 

 

O Sorriso, o calor do abraço forte.

O descompasso, o respeito.

A espera, o apego e a dúvida.

E, enfim,

Toda a SINTONIA.

 

(Erick Freire)

 

——

Dedicado com carinho a Ana Luiza Botelho!

Uma Grande Mulher!

Ana Luiza Botelho

January 18, 2008 Posted by Erick Freire | Diversos, Outros Links Interessantes, Poesias, Uncategorized | | No Comments Yet

SUTILIDADE

Como a mais branda das brisas
Como o mais inocente de todos os abraços
Mãos chocadas, frio na barriga
Infeliz inocência
Fez-se belo dia frio
Fez-se quente o frio do dia!

Bela e sagaz
É medrosa sua cautela
Infinito seu desejo
De amar, e apenas amar
Infinitamente, que seja
Mas amar!

Tudo e a todos
À todos e à ninguém!

Pele morena, cabelos noturnos
Voz singular e doce
Como uma canção de mel nas nuvens
Cantada pelos anjos
Atrevidos ao tocar sua alma
Sábios ao protegê-la!
Nada mais encanta
Nada mais comove
Nada mais se move
Quando encontra, no maior dos desesperos
Sua maior emoção, sua maior capacidade
Seu maior tesouro escondido…

…Enfim sua humilde e mágica SUTILIDADE!
(Erick Freire)

____________________________________

Dedico este poema a uma pessoa muito especial com a qual tenho o orgulho de compartilhar todos os trabalhos pulblicados neste blog e que com certeza já tem um lugar muito especial no coração do poeta!

E ela de tão SUTIL acaba por conquistar todos a sua volta!

MAYARA!

Adoro vc muléééé!

desse tantão ( …) !

Bjuz e Feliz Aniversário

=D

October 29, 2007 Posted by Erick Freire | Diversos, Poesias | | 1 Comment

A Tristeza do Poeta

 

Anjos de luz

Chegam e contemplam

Teu imaculado sentimento

Em teu seio cresce tua sentença

Em tua Alma queima teu castigo

Seus olhares condenam tuas ações

O que sentes é o que causa

Tua dor, teu apego, tua agonia

 

Porém, quanto mais perto

Mais turvo, secreto e confuso

 

A espuma dos lábios

Faz-se cada dia mais solitária

O brilho dos olhos

Faz-se cada vez mais raro

A pobre alma cansada

Torna-se cada dia mais exigente

 

Porém tua vida ainda não está no fim

Tua felicidade submete-se a tua ira

E com apego, dor e agonia

Enfim alegria…

Pois desde que se fizeram palavras

A tristeza do poeta é rápida

Como enfim,

 

A vida…

 

 

 

(Erick Freire)

 

October 10, 2007 Posted by Erick Freire | Diversos, Poesias | | 1 Comment

Ouro Vermelho

Como um pedaço de fogo

Que gira na terra

Como a antiga prece da velha cansada

Como antes jamais tingido de prata

Mas sempre tingido de vermelho

O ouro das terras de cá

Vermelho que vem do Sangue,

Dos Homens das terras de lá!

Valia mais que suas vidas, agonias e dores

Valia tanto que exterminava

Todos os tantos outros valores

Valores morais

Vendidos,

Como direitos autorais…

Vidas secas como o chão da nova terra

Vidas pobres como o povo que se aglomera

Em montes de esperança

Em montes de agonia,

Ironicamente é tamanha a semelhança

Do povo de lá

Com o povo de cá!

O sangue do velho preto

Da velha escrava cozinheira

Do menino de jogava capoeira

O sangue do povo de lá

Tingiu o ouro do Colar

Da maçaneta, dos talheres

Da velha e rica sinhá!

(Erick Freire)

___________________

Este texto, não fala de amor, fala de muito sofrimento, do qual eu me sinto um pouco responsável às vezes, fala justamente da falta de respeito e do absurdo ocorrido durante o período de Colonização do Brasil! A falta de respeito com a cultura de toda uma história de construção que foi a história do povo africano trazido como escravos para o Brasil para atender a interesses singulares e totalmente desrespeitosos!

October 9, 2007 Posted by Erick Freire | Blogroll | | No Comments Yet

Deixa-me Ir…

De todas as estrelas,
Que o céu abriga em seu deleito cansado
Eu vejo seu solitário brilho
Sua delicada cor lilás
Envolta do mais tingido dos brancos
Tocada pelo mais negro dos véus
Tu agracia todas com teu seio materno
És tú, Lua, imponente, categórica, severa…

Castiga-nos pelo erro de querer-te
Castiga-nos pela forma de amar
Não mais que hipócrita
Hipócrita e friamente terminada
E uma manhã se faz bela e criminosa

Permita-me ver-te outras noites
Permita-me tocar o veludo de sua pele
Até que eu perca a noção da maciez
Até que meus sonhos percam a noção do chão
E de repente, deixa-me ir
Sem perguntas, apenas deixa-me ir…

Deixa-me ir, deitar-me contigo
Naquele lugar chamado horizonte…

(Erick Freire)

October 8, 2007 Posted by Erick Freire | Diversos, Estórias, Poesias | | 2 Comments

Soneto das Chagas

A cor de sua pele sugere uma riqueza de vida
Que o corpo padece em sua triste morada
Em lugar qualquer despeja
Sua tão imaculada culpa de nascer

Em seu leito deleita-se
Sua maneira de viver,
Rápida como a tristeza do poeta,
Porém mágica, como os segredos debaixo do manto da feiticeira

Vida amena de um olho apenas
Pares de cores simplesmente mortas
Aos olhos, às outras formas de si
Entre os seus dedos enlamaçados

Viu-se pútrida carne secar o suor
Ferida cicatrizada virar casca dura
Na pela não mais carne viva
No ferimento se fez vida!!

(e.)

__________________

Soneto! =D

October 4, 2007 Posted by Erick Freire | Diversos, Poesias | | 1 Comment

Um amor eterno como a morte…

Tento encontrar motivos para tal desgraça, tento encontrar motivos para o suceder de tamanha injustiça, porém minhas buscas são inúteis, minhas esperanças se diluem em um curto silêncio de despedida enquanto minha tão conturbada mente recebe tratamento escravo dos meus olhos, da minha boca e dos meus ouvidos.

Todos ao meu redor tentam me aplicar doses de explicações, tentam me convencer que nada além do natural aconteceu e que eu preciso erguer a minha mão direita e conseguir conforto no mistério imensurável da providência divina.

Meu amor era a mais perfeita de todas as criações, a mais humilde de todas as riquezas, a mais procurada de todas as relíquias, a mais turva de todas as águas, a mais branda de todas as brisas, o mais impossível de todos os amores e consequentemente teve o mais triste fim de todas as tragédias conhecidas pelos mais sábios de todos os escribas…

Amava incondicionalmente, a mais bela de todas. Sua pele era a mais macia, mesmo sem nunca tê-la tocado, sei que era. Seu brilho era maior que o brilho do mais valioso ouro, e o seu valor não era diferente, era apenas único.

Não a via todos os dias. Seu mistério era mágico, sua existência se fazia divina em minha vida. Porém meu amor que crescia a cada dia que passava, tomava conta de todo o meu juízo e, minha razão se tornava escrava de um único objetivo, tê-la em meus braços, tê-la em meu corpo.

O calor que me aquecia era o frio da noite, quando podia vê-la, depois de quase expulsar o dia que era cada vez mais longo. E da janela ficava a lhe observar como se nada mais no mundo fizesse sentido a não ser a sua presença iluminando minha singular existência. Iluminando minha alma, que palpitava de calor e se expelia atráves do brilho nos meus olhos apaixonados e hipnotizados pela sua beleza.

Porém certo dia resolvi acabar com a angústia que me consumia, de vê-la e não poder tocá-la, de sentir o seu calor e não poder tê-la em meus braços, de sentir a sua luz e não poder deitar-me em seu colo macio e sussurar-lhe os segredos do amor.

Subi até a torre mais alta do castelo, e naquela noite ela estava deslumbrante como nunca a tinha visto em toda a minha vida. Era um sonho, era a minha noite, e sei que ela havia preparado essa noite para este momento, que seria para o resto de minha vida inesquecível. De repente quando terminei de subir as escadas, cheguei até a última janela da torre, que na minha concepção naquele momento era o ponto mais alto do mundo, pois ela estava ali a poucos metros de mim, minha visão se ofuscou com seu brilho. Subi então até a sacada da janela, fechei meus olhos, ergui minha voz e disse as minhas mais belas palavras de amor, que havia reservado para aquele único momento, quando terminei de me declarar a minha amada, abri os olhos e ela parecia brilhar ainda mais, como se estivesse sorrindo, contente com o que acabara de ouvir.

Foi então que saltei ao seu encontro, minha amada e doce lua, soberana nos céus, rainha de todas as belezas existentes nesse mundo e no outro…

…mas, antes que qualquer coisa acontecesse, ela se afastou, não estava tão perto assim…

(Erick Freire)

September 25, 2007 Posted by Erick Freire | Crônicas, Diversos, Estórias, Uncategorized | | 1 Comment

Sentimento bom?

Uma terceira cor dos olhos,

Um terceiro olhar que vêm,

Olha pra dentro de três corpos,

Separados pelo único olho que encherga

Vê somente o embaçado, que o calor da alma impõe

O calor que cria dúvida…

Paixão?

Interrogações de bem-me-quer

Bem-querer de querer estar junto

Faz-se a primeira certeza… Não é somente paixão!

É calor que incendeia!

Pega fogo no coração!

E os versos ganham rima,

e os pés deixam o chão!

Esse tal sentimento de repente,

Que nos confunde e, tira o sossêgo da gente

É sentimento de gente grande,

Que cresce através das marés, e faz eterno o instante…
Porém quando resolve ser injusto

O justo se faz em pranto,

A rima se faz em nada, apenas se desfaz,

O calor incomoda, machuca e dói do peito,

O estômago embrulha,

A cabeça gira e faz-se o fim do Amor…

…Sentimento bom?

Bom para todo o sempre,

Até que resolve ser errado ou até que alguém o contrarie…

(Erick Freire)

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September 18, 2007 Posted by Erick Freire | Críticas Silenciosas, Diversos, Poesias | | 1 Comment

Lançou sua imagem em meu olhar, embaçando-o em seguida com o calor do fogo da paixão.
Tocou-me com seus lábios, mudando minha noção do prazer e amolecendo minha carne.
Cegou-me com o amor, que surgiu através do tempo que não a tive em meus braços, antes de tudo acontecer.
Surgiu para fazer do menino um homem, e fez.
Fez sentimentos novos, fez idéias magníficas, fez felicidade brotar do chão, fez nascer uma esperança, acreditou nessa esperança.
Prometeu a única promessa verdadeiramente valiosa, prometeu-me o “pra sempre”.
Deixou se abalar com o desgaste insignificante perante tudo o que havia criado.
Cometeu o pior dos adultérios, traiu a si própria.
Traiu seu prórpio sentimento.
Traiu sua própria carne.
Foi perdoada.
Perdoou.
Foi capaz de relevar.
Foi relevada.
Idealizou.
Construimos sonhos.
Ganhei um objetivo na vida, fazê-la feliz.
Ganhei metas, caminhos, missões.
Fez valer a pena.
Fez-me mudar de idéia.
Fez-me enchergar o que me fazia mal.
Fizeram-se 3 anos.
Mas fizeram-se na marra.
Me fez chorar.
Uma, duas, três vezes.
Porém sincero arrependimento me fez enchergar, que eu também tinha culpa.
Me fez sofrer.
Disse não me amar mais.
Disse gostar de outra pessoa.
Disse que tudo acabou.
Num piscar de olhos.
Fechou meu ciclo.
Destruiu minhas metas.
Meus objetivos.
Minha missão.
Sonho de fazê-la feliz um dia, agora jamais sairá da qualidade de apenas sonho.
Fez-me acreditar que o poder que cria, destrói.
Viu-me pedir mais uma chance.
Negou-me.
Frieza, desencanto.
Fez-se o fim.
E as lágrimas…

…não mais surgiram, pois todas elas já tinham sido choradas por dentro…

(Erick Freire)

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As vezes o silêncio é a mais encantadora das melodias…
O Silêncio as vezes é melodia encantadora…

September 13, 2007 Posted by Erick Freire | Diversos, Estórias | | 1 Comment

Ai Se Sesse (Zé da Luz)

Se um dia nós se gosta-se
Se um dia nós se quere-se
Se nós dois se emparea-se
Se jutim nós dois vive-se
Se jutim nós dois mora-se
Se jutim nós dois drumi-se
Se jutim nós dois morre-se
Se pro céu nós assubi-se
Mas porém se acontece-se de São Pedro não abri-se
A porta do céu e fosse te dizer qualquer tolice
E se eu me arrimina-se
E tu com eu insinti-se
Prá que eu me arresouve-se
E a minha faca puxa-se
E o bucho do céu fura-se
Távez que nós dois fica-se
Távez que nós dois cai-se
E o céu furado arria-se
E as virgem todas fugir-se

_________________________________

Tempos atrás diziam ao Poeta Zé da Luz que para se escrever uma linda declaração de amor tinha que ser usada uma linguagem culta e correta!

Aí ele escreveu essa linda e magnífica declaração de amor!

Perfeita!

August 30, 2007 Posted by Erick Freire | Diversos, Poesias | | No Comments Yet

Cotidiano e Rotina…

Impacial aos problemas que a vida nos apresenta, o nosso cotidiano funciona como uma grande engenhoca, sagaz, furiosa, trabalhadora, porém as vezes, enferrujada e defeituosa. Isso depende muito de como vamos operar tal máquina. Como vamos mapear nossas prioridades, como vamos concretizar nossos primeiros pensamentos matutinos, e consequentemente, saber realmente de que vale tudo isso. Pra que tanto trabalho suado por um simples dia na vida. Mais um dia, normal, ou não, anormal pelo assalto ao ônibus que pegamos, pelo aposentado que é atropelado enquanto atravessa aquela faixa de pedestres pela qual passamos todos os dias.
Isso nos torna cada vez mais e mais reféns dessa engenhoca, as vezes nós gostamos de sermos parte dela, as vezes nos sentimos bem quando pensamos que no dia seguinte a máquina estará funcionando perfeitamente, nos fazendo não só reféns mas agora também, apaixonados pela tecnologia empregada em todo esse trabalho chamado cotidiano.
As vezes não reparamos nos dias de quarta-feira a noite quando estamos voltando da faculdade, do trabalho, indo para a faculdade ou para o trabalho, parece insignificante olhar para todas as janelas e verem a enorme maioria delas tomadas pela imagem verde da tela da televisão refletindo a concentração e a paixão dos olhos de muitos acompanhando a Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol. Insignificantemente precária essa citação de como tornamos esse cotidiano cada vez mais idolatrado sem nem mesmo percebermos isso.
Acreditar que um parafuso dessa enorme máquina pode se soltar a qualquer momento pode ser a diferença em querer ou não fazer diferente. Podendo ser não só mais um dia de domingo a noite mentalmente impregnado pela voz marcante do nosso adorado Fausto Silva, ou da empolgante musiquinha da sua revista eletrônica semanal, vulgo Fantástico, entrando no ar. Podendo variar os dias de chuva em que ficar em casa assistindo VH1 seja a melhor opção. Podendo fazer com que mais um dia na faculdade não seja apenas mais um dia na faculdade, ou que tudo o que fazemos em nosso trabalho é tudo o que mais queríamos estar fazendo naquele momento, mesmo que não estejamos fazendo nada.
Se cada dia que se passa pudessemos imaginar o quanto essa engenhoca toda é mais apegada a nós do que nós a ela podiamos com certeza levar nossas vidas como se carrega um saco cheio de algodão. Poderíamos ser capazes de mudar o funcionamento dessa máquina todos os dias, fazê-la trabalhar ao nosso favor e não o contrário.
Rotinas são para tolos, Cotidianos são para cegos…

(Erick Freire)

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Dedico este texto a uma grande pessoa que faz parte da minha vida e que com certeza tem o poder de fazer toda essa máquina trabalhar a favor dele próprio.
Ao meu grande amigo Marcus Diniz Cruzeiro, um exemplo de pessoa, de amigo, de vida e um exemplo de exemplo a ser seguido… Parabéns broo!
Continue sendo essa pessoa especial cara!

Um Abraço!

Marcus Diniz Cruzeiro

Marcus Diniz Cruzeiro

August 24, 2007 Posted by Erick Freire | Críticas Silenciosas, Diversos | | 1 Comment

Transconspiração…

Indeciso e frio, cala as palavras e delineia o sigilo,

Faz dos olhares silenciosos um sarcófago para um último descanso

E a memória desses olhares se transforma em um açoite implacável.

Sacrifica o silêncio em um grito interno de desespero

Tão silencioso quanto sua dor, que consome sua sutil perda de tempo!

Tão Breve e irresponsável que nos faz acreditar no impossível

Por um momento

Por uma vida

Pela eternidade!

Sem desejar saber sua intenção, ilude o sábio e enlouquece o tolo

O primeiro beijo torna-se simples diferença

As primeiras promessas tornam-se futuro fracassado…

Olham-se um para o outro, silenciosamente

Assinando suas sentenças com o romper do silêncio dizendo:”Eu Te Amo!”

Faz-se assim, mais uma vítima

Lamenta-se mais uma vez…

O simples primeiro olhar, se torna o carrasco

O setenciador romper do silêncio aperta o gatilho

E no fim de tudo

O único inocente, sem culpa e sem más intenções

É, sem dúvida, o simples primeiro beijo

Que nada mais representa, do que o contato carnal

Lábios se chocam, faz-se o desejo, criam-se as intenções, cobiça-se a carne…

… e nada mais que a carne!

(Erick Freire)

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Agradeça a Deus se beijar uma pessoa e sentir por ela apenas atração física… Peça a Ele proteção e misericórdia se sentir algo mais…

August 16, 2007 Posted by Erick Freire | Diversos, Poesias | | 1 Comment

O que me aborrece de fato…

Isso sim!…

Quer saber… Podem ir lá, roubem todo o mogno da amazônia, pesquem todos os peixes, comam todo o açai, enjaulem todos os passarinhos, façam tapetes das onças, escravizem os índios que lá ainda restam, matem as culturas, façam pesquisas científicas, inventem que um satélite ultra-super-mega-master potente detectou a presença de armas de destruição em massa escondidas na mata atlântica da região amazônica, destruam tudo até achar, ou não, as tais armas. Depois de feito isso vá até o sul do país e mostre a eles toda sua indignação por copiarem exatamente a porcaria da cultura de vocês. Mostrem as caras no Nordeste e conheçam lampião o rei do cangaço, destruam a sua memória, falem que ele não era de nada, agradeça aos nordestinos por lhes apresentar a Caipirinha, só tomem cuidado para não se confundirem e colocar laranjas ao invés de limões durante o preparo. Provoquem um acidente nas instalações da petrobrás, matando todos os cientistas (Queima de Arquivo), mas sem esquecer claro de salvar do fogo os papéis, disquetes e computadores com toda a fórmula do biodiesel.

Fazendo isso garanto que estarás comprando uma briga daquelas com o meu país (que por sinal, creio eu que vá abrir as pernas como sempre e ainda dizer “Venham Americanos, me comam, me comam… E depois de me comer traga uma Coca-Cola para mim!”).
Mas por favor, para o bem de todos e para proporcionar-nos uma relação amistosa, não trisquem um dedo sequer no meu Planalto Central e principalmente no meu Cerrado! E outra se forem fazer um ataque ao congresso nacional ou ao Palácio do Planalto, cuidado para não estragar o pé de Pequi que tem atrás do Planalto nem a grama em frente ao congresso, pois isso sim poderá realmente me aborrecer, mas o resto… Nada que eu já não esteja vendo acontecer…

(Erick Freire)

Meu Cerrado Mais lindo que JAH me deu!

July 19, 2007 Posted by Erick Freire | Críticas Políticas, Críticas Silenciosas, Diversos | | No Comments Yet

Coisa Feia….?

Se você acha que coisa feia é se redimir?

Viver em uma sociedade completamente suprimida pelas dores que nos atacam em nossos pontos mais fracos, entramos em confronto com nossas idelogias nos perguntando se nossa cultura ainda sobrevive em meio a tantos “não sei” que insistem em nos confudir cada vez que nos aproximamos do nosso ponto de equilíbrio. Uma das mais perfeitas coisas desse mundo chama-se indentidade cultural e personalidade inventada, pois infelizmente não escolhemos a nossa personalidade nem muito menos a nossa identidade quando nascemos. Infelizmente quando nascemos recebemos o infeliz papel de sermos o futuro da nação, de sermos o contexto de uma sociedade marcada por crises políticas e infortunos golpes de estado que por acaso são vítimas do acaso inventado por aqueles que estão no poder coinscidentemente por acaso.

Ser papel principal em um espetáculo de teatro como este onde só existem o lobo e a vovózinha não impressiona tanto pela atuação em si mas sim pelas consequências que isso poderá um dia acarretar quando nos lembrarmos que o lobo sempre devora a vovózinha na história, porém se pudermos sair da nossa rotina de sempre continuar no mesmo cardápio poderemos esperar novos pratos, e quem sabe um dia comermos ”Lobo Social a Milanesa”!

(Erick Freire)

July 14, 2007 Posted by Erick Freire | Críticas Políticas, Diversos | | No Comments Yet