SUTILIDADE
Como a mais branda das brisas
Como o mais inocente de todos os abraços
Mãos chocadas, frio na barriga
Infeliz inocência
Fez-se belo dia frio
Fez-se quente o frio do dia!
Bela e sagaz
É medrosa sua cautela
Infinito seu desejo
De amar, e apenas amar
Infinitamente, que seja
Mas amar!
Tudo e a todos
À todos e à ninguém!
Pele morena, cabelos noturnos
Voz singular e doce
Como uma canção de mel nas nuvens
Cantada pelos anjos
Atrevidos ao tocar sua alma
Sábios ao protegê-la!
Nada mais encanta
Nada mais comove
Nada mais se move
Quando encontra, no maior dos desesperos
Sua maior emoção, sua maior capacidade
Seu maior tesouro escondido…
…Enfim sua humilde e mágica SUTILIDADE!
(Erick Freire)
____________________________________
Dedico este poema a uma pessoa muito especial com a qual tenho o orgulho de compartilhar todos os trabalhos pulblicados neste blog e que com certeza já tem um lugar muito especial no coração do poeta!
E ela de tão SUTIL acaba por conquistar todos a sua volta!
MAYARA!
Adoro vc muléééé!
desse tantão ( …) !
Bjuz e Feliz Aniversário
=D
A Tristeza do Poeta
Anjos de luz
Chegam e contemplam
Teu imaculado sentimento
Em teu seio cresce tua sentença
Em tua Alma queima teu castigo
Seus olhares condenam tuas ações
O que sentes é o que causa
Tua dor, teu apego, tua agonia
Porém, quanto mais perto
Mais turvo, secreto e confuso
A espuma dos lábios
Faz-se cada dia mais solitária
O brilho dos olhos
Faz-se cada vez mais raro
A pobre alma cansada
Torna-se cada dia mais exigente
Porém tua vida ainda não está no fim
Tua felicidade submete-se a tua ira
E com apego, dor e agonia
Enfim alegria…
Pois desde que se fizeram palavras
A tristeza do poeta é rápida
Como enfim,
A vida…
(Erick Freire)
Ouro Vermelho
Como um pedaço de fogo
Que gira na terra
Como a antiga prece da velha cansada
Como antes jamais tingido de prata
Mas sempre tingido de vermelho
O ouro das terras de cá
Vermelho que vem do Sangue,
Dos Homens das terras de lá!
Valia mais que suas vidas, agonias e dores
Valia tanto que exterminava
Todos os tantos outros valores
Valores morais
Vendidos,
Como direitos autorais…
Vidas secas como o chão da nova terra
Vidas pobres como o povo que se aglomera
Em montes de esperança
Em montes de agonia,
Ironicamente é tamanha a semelhança
Do povo de lá
Com o povo de cá!
O sangue do velho preto
Da velha escrava cozinheira
Do menino de jogava capoeira
O sangue do povo de lá
Tingiu o ouro do Colar
Da maçaneta, dos talheres
Da velha e rica sinhá!
(Erick Freire)
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Este texto, não fala de amor, fala de muito sofrimento, do qual eu me sinto um pouco responsável às vezes, fala justamente da falta de respeito e do absurdo ocorrido durante o período de Colonização do Brasil! A falta de respeito com a cultura de toda uma história de construção que foi a história do povo africano trazido como escravos para o Brasil para atender a interesses singulares e totalmente desrespeitosos!
Deixa-me Ir…
De todas as estrelas,
Que o céu abriga em seu deleito cansado
Eu vejo seu solitário brilho
Sua delicada cor lilás
Envolta do mais tingido dos brancos
Tocada pelo mais negro dos véus
Tu agracia todas com teu seio materno
És tú, Lua, imponente, categórica, severa…
Castiga-nos pelo erro de querer-te
Castiga-nos pela forma de amar
Não mais que hipócrita
Hipócrita e friamente terminada
E uma manhã se faz bela e criminosa
Permita-me ver-te outras noites
Permita-me tocar o veludo de sua pele
Até que eu perca a noção da maciez
Até que meus sonhos percam a noção do chão
E de repente, deixa-me ir
Sem perguntas, apenas deixa-me ir…
Deixa-me ir, deitar-me contigo
Naquele lugar chamado horizonte…
(Erick Freire)
Soneto das Chagas
A cor de sua pele sugere uma riqueza de vida
Que o corpo padece em sua triste morada
Em lugar qualquer despeja
Sua tão imaculada culpa de nascer
Em seu leito deleita-se
Sua maneira de viver,
Rápida como a tristeza do poeta,
Porém mágica, como os segredos debaixo do manto da feiticeira
Vida amena de um olho apenas
Pares de cores simplesmente mortas
Aos olhos, às outras formas de si
Entre os seus dedos enlamaçados
Viu-se pútrida carne secar o suor
Ferida cicatrizada virar casca dura
Na pela não mais carne viva
No ferimento se fez vida!!
(e.)
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Soneto! =D
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