Conserte sua mente, ao invés de jogá-la fora…

Somente um refúgio das palavras…

SUTILIDADE

Como a mais branda das brisas
Como o mais inocente de todos os abraços
Mãos chocadas, frio na barriga
Infeliz inocência
Fez-se belo dia frio
Fez-se quente o frio do dia!

Bela e sagaz
É medrosa sua cautela
Infinito seu desejo
De amar, e apenas amar
Infinitamente, que seja
Mas amar!

Tudo e a todos
À todos e à ninguém!

Pele morena, cabelos noturnos
Voz singular e doce
Como uma canção de mel nas nuvens
Cantada pelos anjos
Atrevidos ao tocar sua alma
Sábios ao protegê-la!
Nada mais encanta
Nada mais comove
Nada mais se move
Quando encontra, no maior dos desesperos
Sua maior emoção, sua maior capacidade
Seu maior tesouro escondido…

…Enfim sua humilde e mágica SUTILIDADE!
(Erick Freire)

____________________________________

Dedico este poema a uma pessoa muito especial com a qual tenho o orgulho de compartilhar todos os trabalhos pulblicados neste blog e que com certeza já tem um lugar muito especial no coração do poeta!

E ela de tão SUTIL acaba por conquistar todos a sua volta!

MAYARA!

Adoro vc muléééé!

desse tantão ( …) !

Bjuz e Feliz Aniversário

=D

October 29, 2007 Posted by | Diversos, Poesias | 1 Comment

A Tristeza do Poeta

 

Anjos de luz

Chegam e contemplam

Teu imaculado sentimento

Em teu seio cresce tua sentença

Em tua Alma queima teu castigo

Seus olhares condenam tuas ações

O que sentes é o que causa

Tua dor, teu apego, tua agonia

 

Porém, quanto mais perto

Mais turvo, secreto e confuso

 

A espuma dos lábios

Faz-se cada dia mais solitária

O brilho dos olhos

Faz-se cada vez mais raro

A pobre alma cansada

Torna-se cada dia mais exigente

 

Porém tua vida ainda não está no fim

Tua felicidade submete-se a tua ira

E com apego, dor e agonia

Enfim alegria…

Pois desde que se fizeram palavras

A tristeza do poeta é rápida

Como enfim,

 

A vida…

 

 

 

(Erick Freire)

 

October 10, 2007 Posted by | Diversos, Poesias | 1 Comment

Ouro Vermelho

Como um pedaço de fogo

Que gira na terra

Como a antiga prece da velha cansada

Como antes jamais tingido de prata

Mas sempre tingido de vermelho

O ouro das terras de cá

Vermelho que vem do Sangue,

Dos Homens das terras de lá!

Valia mais que suas vidas, agonias e dores

Valia tanto que exterminava

Todos os tantos outros valores

Valores morais

Vendidos,

Como direitos autorais…

Vidas secas como o chão da nova terra

Vidas pobres como o povo que se aglomera

Em montes de esperança

Em montes de agonia,

Ironicamente é tamanha a semelhança

Do povo de lá

Com o povo de cá!

O sangue do velho preto

Da velha escrava cozinheira

Do menino de jogava capoeira

O sangue do povo de lá

Tingiu o ouro do Colar

Da maçaneta, dos talheres

Da velha e rica sinhá!

(Erick Freire)

___________________

Este texto, não fala de amor, fala de muito sofrimento, do qual eu me sinto um pouco responsável às vezes, fala justamente da falta de respeito e do absurdo ocorrido durante o período de Colonização do Brasil! A falta de respeito com a cultura de toda uma história de construção que foi a história do povo africano trazido como escravos para o Brasil para atender a interesses singulares e totalmente desrespeitosos!

October 9, 2007 Posted by | Blogroll | Leave a Comment

Deixa-me Ir…

De todas as estrelas,
Que o céu abriga em seu deleito cansado
Eu vejo seu solitário brilho
Sua delicada cor lilás
Envolta do mais tingido dos brancos
Tocada pelo mais negro dos véus
Tu agracia todas com teu seio materno
És tú, Lua, imponente, categórica, severa…

Castiga-nos pelo erro de querer-te
Castiga-nos pela forma de amar
Não mais que hipócrita
Hipócrita e friamente terminada
E uma manhã se faz bela e criminosa

Permita-me ver-te outras noites
Permita-me tocar o veludo de sua pele
Até que eu perca a noção da maciez
Até que meus sonhos percam a noção do chão
E de repente, deixa-me ir
Sem perguntas, apenas deixa-me ir…

Deixa-me ir, deitar-me contigo
Naquele lugar chamado horizonte…

(Erick Freire)

October 8, 2007 Posted by | Diversos, Estórias, Poesias | 2 Comments

Soneto das Chagas

A cor de sua pele sugere uma riqueza de vida
Que o corpo padece em sua triste morada
Em lugar qualquer despeja
Sua tão imaculada culpa de nascer

Em seu leito deleita-se
Sua maneira de viver,
Rápida como a tristeza do poeta,
Porém mágica, como os segredos debaixo do manto da feiticeira

Vida amena de um olho apenas
Pares de cores simplesmente mortas
Aos olhos, às outras formas de si
Entre os seus dedos enlamaçados

Viu-se pútrida carne secar o suor
Ferida cicatrizada virar casca dura
Na pela não mais carne viva
No ferimento se fez vida!!

(e.)

__________________

Soneto! =D

October 4, 2007 Posted by | Diversos, Poesias | 1 Comment

   

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