Ouro Vermelho
Como um pedaço de fogo
Que gira na terra
Como a antiga prece da velha cansada
Como antes jamais tingido de prata
Mas sempre tingido de vermelho
O ouro das terras de cá
Vermelho que vem do Sangue,
Dos Homens das terras de lá!
Valia mais que suas vidas, agonias e dores
Valia tanto que exterminava
Todos os tantos outros valores
Valores morais
Vendidos,
Como direitos autorais…
Vidas secas como o chão da nova terra
Vidas pobres como o povo que se aglomera
Em montes de esperança
Em montes de agonia,
Ironicamente é tamanha a semelhança
Do povo de lá
Com o povo de cá!
O sangue do velho preto
Da velha escrava cozinheira
Do menino de jogava capoeira
O sangue do povo de lá
Tingiu o ouro do Colar
Da maçaneta, dos talheres
Da velha e rica sinhá!
(Erick Freire)
___________________
Este texto, não fala de amor, fala de muito sofrimento, do qual eu me sinto um pouco responsável às vezes, fala justamente da falta de respeito e do absurdo ocorrido durante o período de Colonização do Brasil! A falta de respeito com a cultura de toda uma história de construção que foi a história do povo africano trazido como escravos para o Brasil para atender a interesses singulares e totalmente desrespeitosos!
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