A Tristeza do Poeta
Anjos de luz
Chegam e contemplam
Teu imaculado sentimento
Em teu seio cresce tua sentença
Em tua Alma queima teu castigo
Seus olhares condenam tuas ações
O que sentes é o que causa
Tua dor, teu apego, tua agonia
Porém, quanto mais perto
Mais turvo, secreto e confuso
A espuma dos lábios
Faz-se cada dia mais solitária
O brilho dos olhos
Faz-se cada vez mais raro
A pobre alma cansada
Torna-se cada dia mais exigente
Porém tua vida ainda não está no fim
Tua felicidade submete-se a tua ira
E com apego, dor e agonia
Enfim alegria…
Pois desde que se fizeram palavras
A tristeza do poeta é rápida
Como enfim,
A vida…
(Erick Freire)
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