Conserte sua mente, ao invés de jogá-la fora…

Somente um refúgio das palavras…

Deixa-me Ir…

De todas as estrelas,
Que o céu abriga em seu deleito cansado
Eu vejo seu solitário brilho
Sua delicada cor lilás
Envolta do mais tingido dos brancos
Tocada pelo mais negro dos véus
Tu agracia todas com teu seio materno
És tú, Lua, imponente, categórica, severa…

Castiga-nos pelo erro de querer-te
Castiga-nos pela forma de amar
Não mais que hipócrita
Hipócrita e friamente terminada
E uma manhã se faz bela e criminosa

Permita-me ver-te outras noites
Permita-me tocar o veludo de sua pele
Até que eu perca a noção da maciez
Até que meus sonhos percam a noção do chão
E de repente, deixa-me ir
Sem perguntas, apenas deixa-me ir…

Deixa-me ir, deitar-me contigo
Naquele lugar chamado horizonte…

(Erick Freire)

October 8, 2007 Posted by | Diversos, Estórias, Poesias | 2 Comments

Um amor eterno como a morte…

Tento encontrar motivos para tal desgraça, tento encontrar motivos para o suceder de tamanha injustiça, porém minhas buscas são inúteis, minhas esperanças se diluem em um curto silêncio de despedida enquanto minha tão conturbada mente recebe tratamento escravo dos meus olhos, da minha boca e dos meus ouvidos.

Todos ao meu redor tentam me aplicar doses de explicações, tentam me convencer que nada além do natural aconteceu e que eu preciso erguer a minha mão direita e conseguir conforto no mistério imensurável da providência divina.

Meu amor era a mais perfeita de todas as criações, a mais humilde de todas as riquezas, a mais procurada de todas as relíquias, a mais turva de todas as águas, a mais branda de todas as brisas, o mais impossível de todos os amores e consequentemente teve o mais triste fim de todas as tragédias conhecidas pelos mais sábios de todos os escribas…

Amava incondicionalmente, a mais bela de todas. Sua pele era a mais macia, mesmo sem nunca tê-la tocado, sei que era. Seu brilho era maior que o brilho do mais valioso ouro, e o seu valor não era diferente, era apenas único.

Não a via todos os dias. Seu mistério era mágico, sua existência se fazia divina em minha vida. Porém meu amor que crescia a cada dia que passava, tomava conta de todo o meu juízo e, minha razão se tornava escrava de um único objetivo, tê-la em meus braços, tê-la em meu corpo.

O calor que me aquecia era o frio da noite, quando podia vê-la, depois de quase expulsar o dia que era cada vez mais longo. E da janela ficava a lhe observar como se nada mais no mundo fizesse sentido a não ser a sua presença iluminando minha singular existência. Iluminando minha alma, que palpitava de calor e se expelia atráves do brilho nos meus olhos apaixonados e hipnotizados pela sua beleza.

Porém certo dia resolvi acabar com a angústia que me consumia, de vê-la e não poder tocá-la, de sentir o seu calor e não poder tê-la em meus braços, de sentir a sua luz e não poder deitar-me em seu colo macio e sussurar-lhe os segredos do amor.

Subi até a torre mais alta do castelo, e naquela noite ela estava deslumbrante como nunca a tinha visto em toda a minha vida. Era um sonho, era a minha noite, e sei que ela havia preparado essa noite para este momento, que seria para o resto de minha vida inesquecível. De repente quando terminei de subir as escadas, cheguei até a última janela da torre, que na minha concepção naquele momento era o ponto mais alto do mundo, pois ela estava ali a poucos metros de mim, minha visão se ofuscou com seu brilho. Subi então até a sacada da janela, fechei meus olhos, ergui minha voz e disse as minhas mais belas palavras de amor, que havia reservado para aquele único momento, quando terminei de me declarar a minha amada, abri os olhos e ela parecia brilhar ainda mais, como se estivesse sorrindo, contente com o que acabara de ouvir.

Foi então que saltei ao seu encontro, minha amada e doce lua, soberana nos céus, rainha de todas as belezas existentes nesse mundo e no outro…

…mas, antes que qualquer coisa acontecesse, ela se afastou, não estava tão perto assim…

(Erick Freire)

September 25, 2007 Posted by | Crônicas, Diversos, Estórias, Uncategorized | 1 Comment

Lançou sua imagem em meu olhar, embaçando-o em seguida com o calor do fogo da paixão.
Tocou-me com seus lábios, mudando minha noção do prazer e amolecendo minha carne.
Cegou-me com o amor, que surgiu através do tempo que não a tive em meus braços, antes de tudo acontecer.
Surgiu para fazer do menino um homem, e fez.
Fez sentimentos novos, fez idéias magníficas, fez felicidade brotar do chão, fez nascer uma esperança, acreditou nessa esperança.
Prometeu a única promessa verdadeiramente valiosa, prometeu-me o “pra sempre”.
Deixou se abalar com o desgaste insignificante perante tudo o que havia criado.
Cometeu o pior dos adultérios, traiu a si própria.
Traiu seu prórpio sentimento.
Traiu sua própria carne.
Foi perdoada.
Perdoou.
Foi capaz de relevar.
Foi relevada.
Idealizou.
Construimos sonhos.
Ganhei um objetivo na vida, fazê-la feliz.
Ganhei metas, caminhos, missões.
Fez valer a pena.
Fez-me mudar de idéia.
Fez-me enchergar o que me fazia mal.
Fizeram-se 3 anos.
Mas fizeram-se na marra.
Me fez chorar.
Uma, duas, três vezes.
Porém sincero arrependimento me fez enchergar, que eu também tinha culpa.
Me fez sofrer.
Disse não me amar mais.
Disse gostar de outra pessoa.
Disse que tudo acabou.
Num piscar de olhos.
Fechou meu ciclo.
Destruiu minhas metas.
Meus objetivos.
Minha missão.
Sonho de fazê-la feliz um dia, agora jamais sairá da qualidade de apenas sonho.
Fez-me acreditar que o poder que cria, destrói.
Viu-me pedir mais uma chance.
Negou-me.
Frieza, desencanto.
Fez-se o fim.
E as lágrimas…

…não mais surgiram, pois todas elas já tinham sido choradas por dentro…

(Erick Freire)

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As vezes o silêncio é a mais encantadora das melodias…
O Silêncio as vezes é melodia encantadora…

September 13, 2007 Posted by | Diversos, Estórias | 1 Comment

   

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